Ofun é o Odú do compromisso, da seriedade e principalmente do respeito. É o Odú que representa o Emí (atmosfera), também conhecido como "sopro divino", chamado de Ofurufu. Ofun responde nas coisas claras que é representado por um casal de pombos branco, pois é o Odú da cobrança espiritual.
Babá Olú Are Efun Daji é uma celebridade africana que mais branco usou na vida e costumava dizer em um comentário muito alegre:
- O que não é branco, é Dundun Imolé (negro).
Essa é a maneira que todas as famílias funfun enxergam a cultura e a crença originária de Ilê Ifé.
Em uma conversa emocionante, Babá Olú contou que todos os Irumalés, Eboras e Orixás não achavam mais graça no Orun, pois nada tinham o que fazer, se reuniram e foram aos pés de Olodumaré - Senhor Criador - e perguntaram-lhe o que deveriam fazer.
O Grande Pai Celestial disse:
- Criarei um mundo onde todos os Irumalés, Orixás e Eboras possam viver e darei a todos vocês um pouco do ar que respiro e todos os seres criados nesse novo mundo terão a necessidade de sentir-me, pois sem este ar nenhum ser terá vida.
- Criarei um mundo onde todos os Irumalés, Orixás e Eboras possam viver e darei a todos vocês um pouco do ar que respiro e todos os seres criados nesse novo mundo terão a necessidade de sentir-me, pois sem este ar nenhum ser terá vida.
Darei a cada um de vocês uma personalidade para que possam auxiliar todos os seres que através de vocês chagarão a mim.
Estarei sempre presente e vocês poderão falar comigo através do culto que Orumilá criará.
Estarei sempre presente e vocês poderão falar comigo através do culto que Orumilá criará.
Ifá será o guardião desse culto porque as pessoas que não forem iniciadas no mesmo, jamais poderão ter acesso.
Orumilá deverá escolher cada um de seus seguidores para que não haja traição, pois tudo que será utilizado no culto deverá ser guardado em segredo.
Ajalá, através do Amó, que pedirá emprestado a Ikú (um dia terá de voltar ao ponto de partida), ensinará a Obatalá a moldar os corpos, sendo que todas as cabeças serão construídas uma parte para Ajalá e outra parte para Olorí, pois os homens terão muita sede de conquista e alguns deverão desenvolver mais que outros. Por este motivo, Iyá Orí deverá permanecer no Ayê até o dia da morte de cada ser existente. Enquanto o mundo existir, Iyá Orí permanecerá no Ayê e será conhecida como "A Mãe da Consciência" e terá um culto particular onde todos os descendentes de Orixás deverão cultuá-la através do Borí e depois da maioridade, o Ibá Orí.
Oduduwá será a Mãe da Terra, pois levará consigo a massa que da a forma ao mundo que será habitado. Será cultuada no Culto dos Ancestrais terá como seus representantes Omilé, Araiyê, Obaluayê e Omulú. Esses deverão receber na terra todas as sementes que logo se transformarão em raízes e mais tarde em árvores, se renovando através da fé de cada um. Serão eles que consentirão o direito dos seres retornarem a sua massa de origem (a terra).
Nanã vai manter as memórias, o poder feminino e o poder nas profundezas dos rios. Será representada em todos os peixes que são venenosos; será a guardiã do Ibirin. Ela levará para todos aqueles que estiverem no leito de morte o descanso eterno, pois aquele que morre no Ayê renascerá no Orun. Será conhecida para os homens e seus descendentes como Burukê, ou Ikurê.
Iemanja cederá o espaço para que o novo mundo seja criado e terá direitos de cobrar os homens mediante seus erros, por mais fortes que eles se tornarem jamais serão tão fortes quanto à natureza. Presenteará os homens que se sustentarem do mar ofertando em suas mesas o Ajeum em abundância.
Oxum ficará responsável pela fertilidade e crescimento. Será a Grande Mãe que protegerá todos os seus filhos. Senhora da alegria, do brilho e do poder material. Terá como símbolo as águas doces dos rios.
Os demais Orixás deverão conquistar seus direitos através das guerras que acontecerão e através dos tempos, pois, os homens necessitarão de lideres que se ponham a frente para as grandes decisões.
Teremos Xangô que será eleito para seu povo como Senhor da Justiça e terá uma característica mais política do que divina.
Ogun deixará de ser rei para se tornar um grande líder nas guerras, até mesmo aquelas que não lhe pertencem.
Oxossi passará por muitas dificuldades, mas se tornará o maior caçador que estimulará outros a lhe seguir.
Todos os meus filhos terão uma parte de mim e poderão falar comigo sempre que precisar, pois Ofun será o meu signo para os homens e os Orixás.
Perfil:
São pessoas calmas e dignas. Assumem todas as consequências de seus atos. O que se faz para as pessoas regidas por este Odú tem retorno imediato.
Orumilá deverá escolher cada um de seus seguidores para que não haja traição, pois tudo que será utilizado no culto deverá ser guardado em segredo.
Ajalá, através do Amó, que pedirá emprestado a Ikú (um dia terá de voltar ao ponto de partida), ensinará a Obatalá a moldar os corpos, sendo que todas as cabeças serão construídas uma parte para Ajalá e outra parte para Olorí, pois os homens terão muita sede de conquista e alguns deverão desenvolver mais que outros. Por este motivo, Iyá Orí deverá permanecer no Ayê até o dia da morte de cada ser existente. Enquanto o mundo existir, Iyá Orí permanecerá no Ayê e será conhecida como "A Mãe da Consciência" e terá um culto particular onde todos os descendentes de Orixás deverão cultuá-la através do Borí e depois da maioridade, o Ibá Orí.
Oduduwá será a Mãe da Terra, pois levará consigo a massa que da a forma ao mundo que será habitado. Será cultuada no Culto dos Ancestrais terá como seus representantes Omilé, Araiyê, Obaluayê e Omulú. Esses deverão receber na terra todas as sementes que logo se transformarão em raízes e mais tarde em árvores, se renovando através da fé de cada um. Serão eles que consentirão o direito dos seres retornarem a sua massa de origem (a terra).
Nanã vai manter as memórias, o poder feminino e o poder nas profundezas dos rios. Será representada em todos os peixes que são venenosos; será a guardiã do Ibirin. Ela levará para todos aqueles que estiverem no leito de morte o descanso eterno, pois aquele que morre no Ayê renascerá no Orun. Será conhecida para os homens e seus descendentes como Burukê, ou Ikurê.
Iemanja cederá o espaço para que o novo mundo seja criado e terá direitos de cobrar os homens mediante seus erros, por mais fortes que eles se tornarem jamais serão tão fortes quanto à natureza. Presenteará os homens que se sustentarem do mar ofertando em suas mesas o Ajeum em abundância.
Oxum ficará responsável pela fertilidade e crescimento. Será a Grande Mãe que protegerá todos os seus filhos. Senhora da alegria, do brilho e do poder material. Terá como símbolo as águas doces dos rios.
Os demais Orixás deverão conquistar seus direitos através das guerras que acontecerão e através dos tempos, pois, os homens necessitarão de lideres que se ponham a frente para as grandes decisões.
Teremos Xangô que será eleito para seu povo como Senhor da Justiça e terá uma característica mais política do que divina.
Ogun deixará de ser rei para se tornar um grande líder nas guerras, até mesmo aquelas que não lhe pertencem.
Oxossi passará por muitas dificuldades, mas se tornará o maior caçador que estimulará outros a lhe seguir.
Todos os meus filhos terão uma parte de mim e poderão falar comigo sempre que precisar, pois Ofun será o meu signo para os homens e os Orixás.
Perfil:
São pessoas calmas e dignas. Assumem todas as consequências de seus atos. O que se faz para as pessoas regidas por este Odú tem retorno imediato.
2 comentários:
Simplesmente eu, por completo ao ler esse belissimo Odú.
pelo menos aqui mostra coisas boas desse odu porque li num site tanta coisa ruim...que fiquei triste
VALESKA
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