quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Iniciação no Candomblé

O ritual pelo qual passa o aspirante a iaô, recebe vários nomes: fazer o santo, fazer a cabeça, deitar para o santo. É o momento em que o Orixá toma contato pela primeira vez com a cabeça de quem está se iniciando. Iniciar-se no Candomblé é uma escolha para a vida toda - um caminho sem volta.

O processo de iniciação é dividido em estágios:


Estágio um:

Aspirante - também chamado abian. É responsável pelos trabalhos mais simples da casa. Com o tempo - que é de três anos em média - revelará sua qualidade para o estágio de transe com o Orixá.


Estágio dois:

É quando são oferecidas as comidas aos Orixás do abian num ritual chamado de BORÍ. Nessa fase, os banhos rituais são as cerimônias preparatórias para a purificação.


No estágio seguinte, o abian ficará confinado no Roncó - aposento separado do terreiro que é preparado por um iaô. Esse confinamento pode durar dias ou meses. É quando se estabelece o ritual propriamente dito.


Há o momento de passagem - de Aspirante (abian) a Iniciado (iaô) - que é a raspagem da cabeça. A partir daí passará a conhecer as comidas, os sacrifícios, as oferendas e animais preferidos do seu Orixá.


A Saída do Iaô:


É uma cerimônia pública, é a terceira fase do estágio de iniciação. É quando o iniciado deixa o quarto. É também o dia do "Orunkó" (nome). O Iaô aparecerá em público no barracão por três vezes; na última já sairá vestido com a roupa de seu Orixá e portando seus objetos.


Na sequência da iniciação, o Iaô continuará a cumprir suas obrigações rituais e já estara em estágio de ascenção de hierarquia no terreiro.


Toda a iniciação está envolvida por grande significado. Esse envolvimento permanecerá por toda a vida.

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