Ibualama
Água Profunda
terça-feira, 1 de novembro de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Banalidade do Culto Afro no Brasil
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Declínio da Fé
Onde chegaremos permitindo que coisas assim aconteçam?
Termino essa postagem na esperança de uma mudança ou de uma resposta e nessa espera me reporto às palavras do Professor Agenor Miranda Rocha:
Que meu Pai Oxóssi abençoe a todos e nos dê discernimento!
Virginia Ligia Moura de Souza
sábado, 23 de outubro de 2010
Orí

"Meu ORI
"Por toda parte onde ORI seja próspero, deixe-me estar incluído,
segunda-feira, 5 de julho de 2010
As Verdades de Ifá
1. Este Universo é benevolente.
2. Você não precisa sentir medo.
3. Só há uma única Força Criativa - Deus!
4. Não existe nenhum Diabo.
5. É seu direito inato ser jovem, próspero e amado.
6. O Céu é a “casa” e a Terra o “mercado”. Estamos em comunicação constante entre os dois.
7. Você é literalmente parte do Universo, não apenas de modo figurativo.
8. O seu caráter determina o resultado.
9. A Supremacia é má.
10. Você não deve NUNCA, desejar ou fazer mal a outro ser humano.
11. Você não deve NUNCA prejudicar o Universo do qual você é parte.
12. Não deve haver nenhum tipo de discriminação.
13. A diversidade é o carimbo oficial da criação de Olodumare - Deus.
14. Você escolhe seu Destino e seu Orixá Guardião.
15. O Oráculo provê o mapa do caminho para o seu Destino.
16. Suas metas são: Equilíbrio, Crescimento e Sabedoria.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Catimbó
Gabadura - Saudação e Egungum
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Ìbá è iyìn te layè
Deito-me sobre a terra para louvar-lhe
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá è iyìn sa lorun
Saudações aos ancestrais que estão no céu
Iyìn
Escute meu louvor
Mo jùbá Égún àiyé esiba orun
Meus respeitos a Égún da vida e aos que estão no céu
Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Ìbá ati yo ojó ati wò òórun
Saudações a saída do dia e ao sol poente,
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá ìkóríta meta ipade orun
Saudações as encruzilhadas que levam ao céu
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá òsán gangan Obamakin
Saudações à tarde Obamakin
Iyìn Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Iyìn
Escute meu louvor
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Èrí wo yá, èrí-okàn, è iyín òrìsà mámà nle o
Venha rapidamente testemunhar, e tornar consciência.
Orixá venha escutar meu louvor a ti.
Ìbá kùtúkùtu Obayigbó
Saudações pela manhã Obayigbó
Iyìn
Escute meu louvor
Ìbá Okukudoru Òrisanlá Osere Magbo
Saudações Okukudoru Òsisanlá Osere Magbo
Iyìn
Escute meu louvor.
Ikú ayé, a kí ì bo òrun!
Mo júbà re Éégun mònrìwò.
Hei! Hei! Hei! Bàbá l’èsè awo ìfé.
Ikú l’onon, Ikú l’èhin,
Ikú ó, Ikú o!
Salve Ikú, Nós o saudamos e cultuamos no òrun!
Meus respeitos a ti Éégun ao ouvirmos o som de tua voz.
Hei! Hei! Hei! Pai que estás aos pés do culto do amor.
Ikú no caminho adiante, Ikú no caminho atrás,
Salve Ikú, Salve Ikú.
Gbàdúrà si Egúngún:
Ìkú ònòn Ìkú lé èhin, Hei! Hei! Hei!
Bábá l’èsè awo ìfé
Pèlé-pèlé ó dára
A wò sílé, a dúpé,
Omo ni won dára
A wé Olúwa ìkú ó bàbá
A wúre, a wúre, Bàbá Olúkòtún.
A wúre, a wúre, Bàbá Alápáàlà.
A wúre, a wúre, Bàbá Igi.
A wúre, a wúre, Bàbá Igi-S’àwórò
A wúre, a wúre, Bàbá Alápoyò.
A wúre, a wúre, Bàbá Erin rin.
A wúre, a wúre, Bàbá Omo Orò ó mi tótóo.
A wúre, a wúre, Bàbá Isota isso.
A wúre ré èrin.
A wúre rìn rere.
Àse!
A Morte no caminho adiante, a Morte no caminho atrás, Hei! Hei! Hei!
Pai, estamos aos seus pés do culto de amor.
Gentilmente Eu vos saúdo, sois o bem.
Olhai para Nós e para nossa casa, agradecemos.
Faça com que vossos filhos estejam bem.
Envolvei-nos, Senhor da Morte e Pai.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor do Lado Direito.
Desejai-nos o bem, Pai, que tem o àlà ao seu lado.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor das árvores.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor das árvores a quem fazemos culto tradicional.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor que traz alegrias.
Deseje-nos o bem, Pai que caminha como o elefante.
Deseje-nos o bem, Pai, Filhos de Orò perdoem-nos Senhor.
Deseje-nos o bem, Pai, Pedra resistente que frutifica.
Desejai-nos o bem e faça-nos sorrir.
Desejai-nos o bem para que caminhemos no bem.
Assim seja!
Nkí Bàbá Olúkòtún:
(Saudando o Senhor do Lado Direito)
K’òtún bájà dé o
K’òtún oba
K’ó sìn nkon se
Éégun ò pààràká
K’òtún nbo a’re
Gbà rú Olúsemòn
Olúkòtún Olóri Éégun
Éégun e ki to lésè Olórun
E Olúkòtún bàbá Éégun
N won nílé wa ní
N ará àiyé tàbí araalé
E Olúkòtún!
Saudamos o Senhor do Lado Direito, que chegou e lutou.
Saudamos o Rei do Lado Direito.
Saúdo aquele a quem servirei e farei as coisas.
Como um Éégun menos importante, que segue o mais importante.
Saudamos o Senhor do Lado Direito, cultuando-o estamos bem.
Faremos oferendas ao Senhor que tem a Sabedoria.
Senhor do Lado Direito, Cabeça (chefe) dos Egúngún.
Éégun, saudamos aquele que está aos pés de Deus.
Senhor do Lado Direito, Pai Éégun.
Que com os demais está em nossa casa,
Com os espíritos da Terra ou com os Ancestrais da Família.
(Saudando Bàbá Éégun)
Éégun a yè, a kíì gb’òrun,
Mo júbà re Éégun mònrìwò
Í dé mi ó kí e Egúngún
Ìkú gbálé sálè
A si ìwà
Ìkú tu gon
Àse fún wa.
Salve Éégun, saudamos aqueles que vivem no céu.
Meus respeitos a ti Éégun ao ouvirmos o som de tua voz.
Chega-te a mim, aquele que te saúda Egúngún.
Que a Morte seja varrida para a terra.
Que vejamos a existência.
Que a Morte seja aplacada e cortada.
Que assim seja, para nós!
Gbàdúrà ti Éégun:
(Reza de Éégun)
Ìkú són a lè
Níbi Bàbá Alápáàlà.
Ìkú don ohun bàbá
Ó kí s’àlà ojú wa
Ní ìfé agà to ní gbè
Osó Ìkú a fó a wé to
Ìkú á lè, ìkú á lè, Ìkú àjò!
Morte, fique amarrada na terra
Aqui, Pai que tem o àlà (o pano branco) ao seu lado
Contra feitiços, a Morte e outras coisas.
Pai, ponha o àlà e o olhar sobre nós.
Tenha amor e que estejamos aptos à proteção
Contra os feitiços da Morte, eleve-nos e envolva-nos bastante.
Morte na terra, Morte na terra, Morte viaje (vá embora)!
Gbàdúrà ti Egúngún:
(Reza de Egúngún)
Bàbáláàse se yìn se Ìkú
Olúwà kòtún
K’òtún a sáà nun gó-n-gó
Ìkú a dé.
Pai detentor do axé, podeis abrandar a Morte.
Senhor da existência, saudamos o Lado Direito.
Saudamos o Lado Direito certamente ficaremos limpos.
Que a Morte nos seja branda.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Adimús
No culto aos Orixás, o mais importante são as oferendas aos Orixás cuja finalidade é de manter o equilíbrio das relações entre eles e nós - seres humanos.
Para Exú:
Corta-se um coco seco ao meio, no sentido horizontal. Uma das metades é cheia de mel de abelhas, a outra é cheia de aguardente. Arreia-se aos pés de Exú com uma vela acesa. No terceiro dia despacha-se nas águas de um rio.
Para Egun:
Oguidí:
Coloca-se de molho, numa panela de barro, uma quantidade de farinha de milho bem fina (milharina). Esta farinha deverá permanecer de molho por dois ou três dias até que fermente. Uma vez fermentada, acrescenta-se canela em casca; anis estrelado em pó e açúcar mascavo. Cozinha-se em fogo lento. Quando tudo tiver adquirido a consistência de uma massa, retira-se do fogo e enrola-se em folhas de mamona Depois de enroladas e bem amarradas para que não se abram, coloca-se uma panela com água para ferver. Assim que a água estiver fervendo, coloca-se dentro, as trouxinhas, deixando que cozinhem durante quinze minutos, retirando-se em seguida e colocando-se de lado para que esfriem. Quando estiverem frias, retira-se o invólucro de folhas e arruma-se numa travessa de barro, regando-se com bastante mel. Deve-se fazer sempre, um número de nove oguidís ou então, o número correspondente ao Odu que determinou a oferenda. Entrega-se a Egun na porta do cemitério ou nos pés de uma árvore seca.
Para Ogun:
Preparam-se sete ecós, coloca-se num alguidar com uma moeda corrente e um grão de ataré em cima de cada um. Depois de arrumados, acrescenta-se azeite de dendê, mel de abelhas e manteiga de cacau derretida. Junta-se, dentro do alguidar, bastante milho torrado e rega-se com aguardente. Arreia-se diante de Ogun com uma vela de sete dias. Despacha-se numa via férrea.
Para Oxóssi:
Descasca-se e frita-se ligeiramente, em gordura de coco, sete cebolas de casca vermelha. Arruma-se tudo numa panela de barro e cobre-se com anis estrelado em pó; melado de cana; azeite de dendê; pó de peixe defumado e milho torrado. Arreia-se nos pés de Oxóssi com duas velas de sete dias acesas. Depois de sete dias despacha-se na mata sem desarrumar o adimú.
Para Logun-Edé:
Rala-se sete espigas de milho verde bem tenras. À massa obtida acrescenta-se coco ralado e açúcar. Envolve-se a massa nas folhas mais tenras que envolvem as espigas, formando uma espécie de trouxinha que se amarra em cima com palha da costa. Mergulha-se as trouxinhas em água fervente e retira-se logo em seguida. Deixa-se esfriar, abre-se as trouxinhas, arruma-se numa travessa ou prato de louça. Ao redor coloca-se fatias de coco seco cortado em tiras, rega-se com bastante mel e oferece-se ao Orixá. Despacha-se numa cachoeira.
Para Iemanjá:
Descasca-se sete cebolas brancas e frita-se, ligeiramente, em azeite de amêndoas. Depois de bem douradas as cebolas, abre-se nelas, com uma faquinha, um buraco onde se introduz um papel com o pedido que se deseja obter e um grãozinho de ataré. Coloca-se as cebolas num prato branco e se acrescenta, sobre elas, os seguintes ingredientes: Mel de abelhas; melado de cana; um pouco de vinho branco; um pouco de vinho tinto suave e bastante milho torrado. Deixa-se, durante sete dias, diante do igbá do Orixá, sempre com velas acesas. Despacha-se na beira da praia.
Para Oxum:
Para Nanã:
13 cebolas roxas descascadas e fritas em azeite doce; 13 espigas de milho verde assadas na brasa; 13 rodelas de aipim cozido com casca; milho torrado e pipoca feita no dendê. Arruma-se, num alguidar, primeiro o milho torrado e as pipocas. Por cima dispõem-se as rodelas de aipim, as espigas e as cebolas. Rega-se com azeite de dendê e deixa-se 13 dias diante de Nanã. Despacha-se no mato.
Para Oxumarê:
Com a massa de uma batata doce cozida, modela-se uma cobra dentro de uma travessa de barro. Ao redor da cobra, arruma-se 15 ovos de galinha nos quais colocou-se, por uma pequena abertura feita numa das extremidades, os seguintes ingredientes (para cada ovo): 1 grão de ataré; 1 semente de fava de aridã; 1 semente de bejerekun e 1 grão de lelekun. Arreia-se diante do Orixá e despacha-se, no dia seguinte, nos pés de uma árvore frondosa.
Para Xangô:
Arruma-se, numa gamela grande, 12 tomates maduros; 12 laranjas-da-china; 12 bananas-da-terra verdes; um inhame-da-costa; uma cabaça de pescoço; 12 orogbôs; 12 caramelos; 12 fatias de pão e 12 ataré. Rega-se tudo com muito mel de abelhas, vinho tinto e melado de cana. Coloca-se diante de Xangô e deixa-se por 12 dias, renovando a vela diariamente. No fim dos doze dias leva-se a um campo e deixa-se ali.
Para Ewá:
Cozinha-se 16 pedaços de mandioca cortados em cubo. Depois de bem cozidos, coloca-se numa panela de barro onde se acrescenta: Melado de cana; mel de abelhas; canela em casca e 8 favas de anis estrelado. Deixa-se ferver em fogo brando durante vinte minutos. Retira-se do fogo e, depois de frio, coloca-se à Ewá, deixando por sete dias com velas acesas. Despacha-se num rio.
Para Iansã:
Descasca-se 9 cebolas roxas das pequenas e frita-se, inteiras, em azeite de dendê. Coloca-se as cebolas e o óleo que sobrou da fritura numa panela de barro e, por cima, coloca-se: Milho torrado; feijão fradinho torrado; vários pedacinhos de coco seco; um copo de vinho rosado; um pouquinho de melado de cana; pó de ataré e pó de osun. Entrega-se diante do igbá ou dentro de uma mata.
Para Obaluayê:
Pega-se sete berinjelas, parte-se ao meio e frita-se ligeiramente em azeite de dendê. Arruma-se os 14 pedaços de beringela num recipiente de barro e, sobre cada um, coloca-se uma bolinha de ori-da-costa com um grão de ataré em cima. Tempera-se com azeite de dendê, melado de cana e vinho tinto. Cobre-se com pipocas feitas na areia e arreia-se nos pés de Obaluayê, deixando por sete dias. Despacha-se nos pés de uma árvore dentro da mata.
Para Oxalá:
Obatalá é um Orixá que pode ser facilmente agradado com frutas. Dentre as diversas frutas que podem ser oferecidas em seus adimús, destacamos: Coco verde ou seco, (sempre que se oferecer coco seco a Obatalá, é imprescindível que se retire a película escura que fica agarrada à polpa da fruta); uvas brancas ou rosadas; laranja lima; lima da Pérsia; fruta-do-conde; melão; mamão; fruta-pão (uma de suas preferidas); pêssegos; frutas secas como: passas; tâmaras; figos; nozes; avelãs etc. (as frutas demasiadamente ácidas ou de cascas e polpas vermelhas ou pretas, devem ser evitadas).
Para Obá:
Cozinha feijão fradinho, mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socados, azeite de dendê e água.Adiciona farinha de mandioca fazendo um pirão, coloca-se num oberó e arreia na beira de um lago com muitas flores e velas.
Para Iroco:
Cozinha-se camarão com todos os temperos, isto é ,cebola , coentro ,tomate , pimentão , sal e azeite Quando amolecer e estiver caldo grosso, com o auxilio do machucador , esmaga-se o camarão .Mistura-se com arroz cozido e farinha de goma até os dedos ficarem limpos . Formam-se bolos que são fritos de preferência no azeite de dendê.
Para Ossaim:
Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas partes numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro. A comida ritualística mais conhecida seria o padê de mel, coberto de fumo de rolo servido com um coité de cachaça e entregue com uma vela preta e amarela.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Eguns


